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Atualizado em 18/04/2018 às 14h47

Réplicas da cerâmica tapajônica são o destaque da série artesanato, desta quarta


Produzidas há mais de seis mil anos, a cerâmica tapajônica, também conhecida como Cerâmica de Santarém é o mais antigo artesanato do Tapajós. Anna Roosevelt, pesquisadora norte-americana, fez vários testes para comprovar a antiguidade desta arte manual que se desenvolveu entre os índios que habitavam as margens do rio Tapajós, a partir do ano 1.200 a.C.

De acordo com a pesquisadora, os artesãos Tapajós teriam adquirido as técnicas de seus supostos descendentes maias ou incas. As principais habilidades deste povo era a produção de peças como o vaso de gargalo, vaso cariátides e outros utensílios para diversas necessidades. As peças também lembram o estilo barroco e a antiga arte chinesa por conta de suas formas zoomorfas.

A partir do século XIX, houve o interesse por parte de historiadores em tornar pública essa cultura. Colecionadores nacionais e internacionais compraram as peças que atualmente só podem ser encontradas em museus e coleções particulares. O Centro Cultural João Fona, em Santarém, é um dos locais onde essa arte pode ser vista em sua originalidade.

Seguindo a tradição dos antepassados do povo da região do Tapajós, vários artesãos ceramistas adquiriram as técnicas de produção das peças e hoje confeccionam réplicas para a exposição e comercialização da cerâmica santarena na Loja Santarém I, no Cristo Rei – Centro de Artesanato do Tapajós. O centro é coordenado por duas associações, a Associação dos Profissionais do Artesanato de Santarém (AMA) e a Associação Cultura e Arte (Acas).

As peças em cerâmica, como estatuetas, ídolos, vaso de gargalo, vaso cariátide, a índia, o índio pé na boca e mão na boca, são réplicas que podem ser adquiridas com preços bem acessíveis. A exemplo do vaso de cariátides, peça geralmente de treze centímetros caracterizada por ser um prato sustentado por três figuras femininas, com abundante e rebuscada decoração plástica e motivos antropomorfos e zoomorfos, que custa R$ 50 reais. Têm-se ainda o vaso de gargalo de vinte centímetros, com elementos zoomorfos e também representações de rostos humanos nos bojos esféricos dos vasos, pelo valor de R$ 200 reais. Outras peças de cerâmica também podem ser encontrados na loja como porta-vela, vasos, alguidar, tigelas e pratos.

A Loja Santarém I comercializa também miniatura de barcos de clubes esportivos e artigos religiosos como os oratórios confeccionados com cuias, ouriços e bambus representando imagens de santos. Instrumentos musicais de cordas, confeccionados com madeira reaproveitada, como violão, violino, cavaquinho, rabeca, viola, banjo, charanga, também são peças encontradas no Cristo Rei.

O Cristo Rei - Centro de Artesanato do Tapajós, está localizado na Avenida Barão do Rio Branco, 375, Centro.

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Mais informações:

Márcio Dezincourt – Gerente Comercial da Loja Santarém I
Contato: 93 99121-3502

Tadeu Pinho Agência Santarém

Prefeitura de Santarém - Coordenadoria de Comunicação